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O Espírito sopra onde quer!

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Há poucos dias celebramos a Solenidade de Pentecostes, o envio do Espírito Santo sobre os apóstolos. Nesta festa recordamos também os dons que o Espírito derramou e continua a derramar constantemente sobre a Igreja e sobre cada um de nós. É este Espírito que nos ilumina e guia no seguimento de Jesus Cristo e na vivência do Seu evangelho.

Em extrema sintonia com a Festa de Pentecostes, portanto, estão os movimentos eclesiais, que são exatamente novas formas de manifestação dos dons e carismas (leia na p. 73 do YOUCAT a definição de “carisma”) emanados por este mesmo Espírito. Numa compreensão mais alagada, podemos dizer que em todos os séculos nasceram movimentos na Igreja, pois de facto na origem das ações de santos como São Bento e São Francisco está um movimento que depois tomou formas mais institucionalizadas. Se recordarmos, nos Atos dos Apóstolos os próprios cristãos são chamados de “seguidores do Caminho”, o que remete a um movimento.

Nesta visão, muitos são os movimentos, abrigando diferentes realidades eclesiais, o que mostra a grande riqueza dos dons do Espírito Santo. Com o Concílio Vaticano II (mais especificamente com o documento Apostolicam Actuositatem, sobre o apostolado dos leigos) temos uma visão mais restrita do conceito de movimentos eclesiais. Indicam uma concreta realidade da Igreja de participação maioritariamente laical, um itinerário de fé e testemunho cristão, que assenta a sua ação e missão, seus métodos educativos e finalidades apostólicas, sobre um carisma dado à pessoa do seu Fundador. Estes movimentos, portanto, representam novas formas de vida comunitária, “são significativas expressões do aspecto carismático da Igreja, mesmo não sendo as únicas” afirmou o papa João Paulo II, em 1998, no primeiro encontro mundial dos movimentos eclesiais organizado em Roma.

Em novembro de 2014 houve a terceira edição deste encontro, agora acolhido pelo Papa Francisco. Nesta ocasião, o Papa recordou um elemento fundamental dos movimentos, dizendo: “A novidade das vossas experiências não consiste nos métodos nem nas formas, que contudo são importantes; a novidade consiste na predisposição para responder com renovado entusiasmo ao chamamento do Senhor”.

Os movimentos, portanto, ajudam os cristãos a serem de facto o que são: seguidores de Cristos, evangelizadores, profetas... Ajudam a fazer uma experiência profunda de Deus e da fé, unida a uma prática transformadora do mundo, que varia de movimento para movimento. São uma oportunidade para que muitas pessoas afastadas possam ter uma experiência de encontro vital com Jesus Cristo, e assim recuperar sua identidade batismal e sua ativa participação na vida da Igreja. Representam uma maturidade eclesial, que precisa no entanto ser sempre promovida e alimentada.

O YOUCAT não trata especificamente da questão dos movimentos, mas é uma ferramenta essencial para esta aproximação, aprofundamento e maturação da fé, pois apresenta os elementos essenciais da nossa fé e do nosso ser cristão. Aborda também longamente a questão dos carismas, da identidade e da missão dos leigos, que está na base de todos os movimentos eclesiais, como vimos acima.

O número 139, por exemplo responde à questão: “Em que consiste a vocação dos leigos?”. Diz: “Os leigos são enviados para se comprometerem na sociedade, para que o Reino de Deus possa crescer no mundo. Um leigo não é um cristão de segunda classe, porque ele participa do ministério sacerdotal de Cristo (sacerdócio comum dos fiéis). Ele empenha-se para que as pessoas do seu meio (escola, faculdade, família e profissão) aprendam a conhecer e a amar Cristo. Ele cunha com a sua fé a sociedade, a economia e a política. Ele promove a vida eclesial assumindo ministérios, disponibilizando-se para dirigir grupos e aderindo aos movimentos e conselhos eclesiais. Também os jovens devem refletir seriamente sobre o lugar em que Deus os quer.” Os números 138, 259 e 440 ajudam a aprofundar este tema.

Cada vez mais é importante a ação dos movimentos, mas sempre em comunhão com a Igreja local e com os diversos institutos religiosos. Neste aspeto, o YOUCAT também nos ajuda a compreender a unidade e a comunhão da Igreja, evitando a grande tentação nos movimentos de se tornarem “guetos”, isolados (cf. YOUCAT 129 ss). Uma leitura atenta do Catecismo Jovem certamente te ajudará a ver o quanto e de que forma podes colaborar na Igreja, descobrindo com qual movimento poderás te identificar.

Ir. Darlei Zanon, religioso paulista, editor do YOUCAT para a língua portuguesa.

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