O amor faz o bem

«Que o vosso amor seja sincero. Detestai o mal e apegai-vos ao bem. Sede afectuosos uns para com os outros no amor fraterno; adiantai-vos uns aos outros na estima mútua. Não sejais preguiçosos na vossa dedicação; deixai-vos inflamar pelo Espírito; entregai-vos ao serviço do Senhor.

Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação, perseverantes na oração. Partilhai com os santos que passam necessidade; aproveitai todas as ocasiões para serdes hospitaleiros. Bendizei os que vos perseguem; bendizei, não amaldiçoeis. Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram. Preocupai-vos em andar de acordo uns com os outros; não vos preocupeis com as grandezas, mas entregai-vos ao que é humilde; não vos julgueis sábios por vós próprios. Não pagueis a ninguém o mal com o mal; interessai-vos pelo que é bom diante de todos os homens. Tanto quanto for possível e de vós dependa, vivei em paz com todos os homens. Não vos vingueis por vós próprios, caríssimos; mas deixai que seja Deus a castigar, pois está escrito: É a mim que compete punir,Eu é que hei-de retribuir,diz o Senhor. Em vez disso, se o teu inimigo tem fome, dá-lhe de comer; se tem sede, dá-lhe de beber; porque, se fizeres isso, amontoarás carvões em brasa sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem. (Rom 12, 9-21)

Já todos sabemos bem que o mandamento que Jesus nos deixou é o de amar: amar a Deus com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente e amar o próximo como a nós (cf. Mc 12, 30-31).

Com base nas palavras do Apóstolo dos gentios aos romanos, quando exorta a “amar com sinceridade” e adverte contra o risco da caridade se tornar hipócrita, também Paulo fomenta a alegria da esperança e encoraja os cristãos a terem a certeza de que, apesar dos nossos fracassos, o amor de Deus jamais nos faltará. São Paulo lembra que o segredo para nos manter alegres com esperança é reviver nos nossos corações o amor de Deus. Todos somos pecadores, mas o Senhor, que é “rico em misericórdia” (Ef 2, 4), abre diante de nós um caminho de liberdade e salvação, que é a possibilidade de viver o mandamento do amor, sendo assim guiados pelo coração do Ressuscitado.

Paulo recorda que os cristãos são chamados a amar, que a caridade “é a nossa mais sublime vocação”, e também indica que a nossa alegria pessoal depende da alegria da esperança cristã. Mas como “somos pecadores” a nossa maneira de amar “é marcada pelo pecado”.

Assim, viver o mandamento do amor é um dom da graça de Deus. É por isso que, quando amamos, devemos evitar cair na hipocrisia de procurar os nossos próprios interesses e também na falsa ideia de pensar que se amarmos é apenas mérito nosso. A caridade que o apóstolo explica é uma graça que não consiste em fazer-nos ver o que somos, mas em ver aquilo que o Senhor nos dá e que nós acolhemos livremente.

A caridade autêntica nasce do encontro pessoal com o rosto misericordioso de Jesus, e leva-nos a um encontro sincero com os irmãos. Só assim podemos permanecer alegres na esperança, pois sabemos que, apesar das nossas debilidades e fracassos, e mesmo nos momentos mais difíceis, o amor de Deus nunca nos deixa, e leva-nos a compartilhar com os nossos irmãos tudo o que d’Ele recebemos.

O amor, como nos ensina São Paulo “O amor é paciente, o amor é prestável, não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso, nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita nem guarda ressentimento. Não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Cor 13, 4-7)

Convido-te hoje a reviveres no teu coração o amor que Deus tem por ti e, sentindo a força renovadora e libertadora desse amor, possas compartilhá-lo com todos os à tua volta com obras de caridade sincera.

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